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Saiba por que você deve incluir Cusco nos destinos da sua próxima viagem

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byFugiu

Se você sempre quis dar um mergulho na história das Américas, conhecer sobre um período antes da chegada dos europeus e mais sobre os povos tradicionais, Cusco tem que estar na sua lista.

O significado de seu nome é muito sugestivo e faz a gente pensar um pouco na sua importância. Cusco, ou Qusqu em quíchua, quer dizer “umbigo do mundo”, de onde provém a vida. Bonito, não é? A cidade também é encantadora.

Geralmente você ouve falar de Cusco como a porta de entrada para todos os turistas que querem conhecer Macchu Picchu. O que não deixa de ser uma verdade, mas a cidade revela muito mais em história, beleza e encantos. Vale muito a pena explorá-la, conhecê-la.

Como somos seus amigos, vamos falar sobre algumas atrações incríveis da região que valem a sua visita. Você nunca teve o sonho de explorar a América? Prepare uma mochila, tire umas férias e venha.

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Saiba por que você deve incluir Cusco nos destinos da sua próxima viagem

Diz o poeta que “viajar é trocar a roupa da alma” ...

Centro histórico de Cusco

Cusco já é uma cidade nas montanhas, logo, o preparo físico é essencial para poder desfrutar com qualidade de toda a experiência de conhecê-la. Muitas de suas ruas e ladeiras formam o centro histórico da cidade, o nosso ponto de partida.

Se você é uma pessoa muito ligada e que respeita a história, vai ficar emocionada por estar em um dos principais centros urbanos de todos os tempos no mundo. Muito antes da colonização espanhola, aqueles caminhos fervilhavam de gente tendo uma vida comum (para a época, é claro).

É tão surreal de maravilhoso tudo aquilo que boa parte do mapa de Cusco ainda segue o planejamento urbano feito pelos incas há muitos séculos. Portanto, a cidade é uma mistura bem feliz de construções incas e europeias. Uma mistura de escolas de arquitetura e engenharia.

Os tesouros arqueológicos estão presentes em cada cantinho visitado de seu centro histórico. Até hoje são descobertos novos itens milenares e pequenos pedaços da cultura inca. Turistas de todo o mundo, curiosos e mochileiros têm a oportunidade de viver um verdadeiro caldeirão cultural.

A primeira impressão que se tem no centro de Cusco pode ser de uma cidade que, como muitas da América, vive em dificuldades econômicas. Mesmo assim, ela guarda os seus encantos e consegue ser muito atrativa.

Toda a região é bastante bonita e limpa, você percebe que há a preocupação com a conservação. A população local faz toda a diferença, eles entendem a vocação turística da cidade e são bastante cordiais com os visitantes.

Plaza de Armas (Huacaypata)

Desde a época dos incas, a Plaza de Armas é o principal ponto de encontro para os moradores da região. Seu nome original era Huacaypata. Por lá há a chance de conhecer duas igrejas que têm um interessante valor histórico: Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus.

Ao redor da praça também estão todas as lojinhas que atendem as primeiras necessidades do visitante e dos moradores. Então bares, cafés, restaurantes, casas de câmbio e lugares para comprar presentes estão por ali.

Para os mais cosmopolitas e que não conseguem desgarrar das modernidades, você também encontra o Starbucks e o McDonald’s. Claro que tem a oferta de wi-fi grátis! Uma oportunidade de atualizar as redes sociais com as melhores fotos tiradas ali.

Bem no meio do lugar tem uma estátua que relembra seu povo original. Ela é uma homenagem ao Inca Pachacuti. Ele foi um dos maiores governantes do império Inca, relacionado ao tempo de prosperidade da civilização.

Ter a oportunidade de sentar em um dos banquinhos e contemplar a Plaza de Armas, a estátua e observar os moradores, é quase como entrar em uma capsula do tempo e reverenciar a história.

Recentemente, a praça passou por um período de escavações e foram descobertas fundações da época inca. Sem dúvida, é impressionante como ainda pode haver tantas relíquias e tesouros inexplorados.

Sacsayhuaman

Não tem como não ficar impressionado ao visitar o Sacsayhuamán, um edifício que começou a ser construído ainda durante o governo inca de Pachacutec no século XV. Ele é simplesmente impressionante.

Os arqueólogos e estudiosos acreditam que foram necessários 20 mil homens para poder transportar as pedras e construir o local. Imagina ter que caminhar carregando toneladas por mais de 20 quilômetros pelas colinas. Sim, eles fizeram!

Apesar de passados muitos séculos, cerca de 40% de sua estrutura original está de pé, conservados e esperando a sua visita. Vai por mim, você ficará impressionado pensando como eles conseguiram fazer tudo aquilo.

O nome Sacsayhuaman vem do quíchua, língua indígena da região, e significa “lugar onde o falcão é saciado”. Interessante, não é? E uma verdade também. Por lá é possível ver muitos falcões, que são aves exuberantes e eximias caçadoras.

Não se sabe exatamente o que pode ter funcionado no local quando ainda dominado pelos incas. Acredita-se que era uma fortaleza pelo seu aspecto militar, mas também pode ter sido um centro de rituais e cerimoniais.

O Sacsayhuaman não está longe do centro da cidade de Cusco. Bastam 10 minutos de carro ou uma caminhadinha para chegar lá. Existem vários tours que partem da Plaza de Armas, mas a minha dica é ir andando e explorando tudo.

Templo do Sol (Coricancha)

A cultura Inca é muito reverenciada pela maneira com a civilização se relacionava com a natureza, que acreditavam ser como divindades. O Tempo do Sol ou Coricancha está dentro da cidade de Cusco, na Plaza Santo Domingo, o que é uma visita obrigatória.

A palavra Coricancha tem origem quíchua e quer dizer “trabalhado em ouro” ou “lugar fechado que tem ouro”. Já deu para ter uma ideia de como é ou era o local? Por causa da dominação espanhola não há mais muito ouro, mas a curiosidade pela construção permanece.

E foram justamente os espanhóis que solicitaram a construção da Igreja de Santo Domingo aproveitando as paredes e estruturas do Templo do Sol. Pois é, coisas que aconteciam durante a colonização. Afinal, o poder estava com eles naquele momento.

Uma dica do que ver por lá é o corpo embalsamado da criança do sol. Ele está posicionado pela prioridade nas cadeiras e mesas de ouro. Uma visão muito interessante. Na verdade, várias múmias foram encontradas por lá.

Outra atração curiosa do Templo do Sol é um cofre de pedra octogonal que foi coberto com somente, repito, SOMENTE, 55 quilos de ouro puro! O que dá uma boa oportunidade de pensar o quando o Império Inca foi poderoso e vitorioso.

Os terremotos danificaram boa parte da área construída para ser igreja, mas como a engenharia inca é impressionante, os blocos do templo permanecem intactos. Tudo isso faz pensar em como eles tinham a dominação sobre a engenharia e arquitetura. Sem dúvidas um trabalho muito sofisticado.

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Catedral de Cusco

Falamos dela lá no início, localizada bem em frente a Plaza de Armas, no coração da cidade. Os mais atentos à arquitetura vão notar que ela mescla vários estilos, principalmente o barroco e o gótico-renascentista. E como toda construção colonial, demorou muitos anos para ser concluída, aqui foram mais de 100 anos.

Já o seu interior traz um acervo impressionante de pinturas que foram feitas durante um período artístico chamado de Escola Cusquenha. Alguns objetos de prata também estão expostos. Observá-los é muito interessante porque foram feitos por indígenas e você percebe os detalhes particulares.

Eu te falo que realmente é um edifício suntuoso, composto de três naves e doze capelas! Muito grande! Por causa disso, ela recebeu o título de ser uma das maiores catedrais de todo mundo. E ali, em Cusco!

A administração do local não deixa que sejam feitas fotografias e vídeos dentro dela, então as imagens, quadros, ouro e prata, ficam somente na memória dos seus visitantes. Isso é importante para que as obras possam ser mantidas conservadas.

Para aqueles que curtem arte, no interior estão pinturas de diversos artistas de nome, como Diego Quispe Tito, Basílio Santa Cruz Pumacallo, Basílio Pacheco e Marcos Zapata.

Como o que aconteceu durante o período colonial, as igrejas cristãs eram construídas sobre os antigos templos incas. A ideia era ratificar a dominação e o poder, neste caso religioso. A Catedral de Cusco foi erigida sobre o Sunturwasi, Palácio de Inca Wiracocha.

San Blas

Cusco pode ainda revelar cantinhos maravilhosos depois de uma pequena caminhada para além do centro da cidade. Prepare-se para subir e chegar ao bairro de San Blas. Ele é bem diferentão, e isso é o que mais chama a atenção.

As suas ruas são estreitas e a arquitetura se destaca, de fato um lugar bem curioso, um tanto pitoresco. Se você quer ter a experiência de caminhar e se relacionar com pessoas vestidas com trajes típicos do Peru, ali é o lugar.

A população sabe que chamam a atenção dos turistas e são bastante receptivos para tirar fotos, porém não se esqueça de deixar uma gorgetinha, uma característica do lugar.

Se você quer comprar presentinhos que tenham a marca da arte e artesanato do país, o bairro reserva diversos ateliês de artesãos. Desde os objetos mais simples até os sofisticados, tudo de muito bom gosto.

As lojinhas são muito charmosas, por isso o bairro ganhou o apelido de ser o mais charmoso da região. Para quem gosta de boa gastronomia, lá também é o lugar, os melhores restaurantes se concentram ali.

Muita gente se hospeda nele porque os principais hotéis e de mais qualidade estão em San Blas. Contudo, se quiser ficar caminhando por Cusco toda hora, subir e descer pode se tornar uma tarefa cansativa. Logo, pense bem na hora de organizar o seu roteiro.

Na área principal do bairro está o Templo de San Blas, que é a igreja de paróquia mais antiga da cidade de Cusco.

Mercado Central de San Pedro

Se você quiser ter uma experiência de morador da cidade, passe pelo Mercado de San Pedro. Ele não é uma atração turística em si, mas sempre tem gente por lá para saber mais de culinária, artesanato, roupas e cultura, em geral.

Quer um exemplo? O quíchua é a língua nativa dos índios da região, repleta de herança inca. Se você quer ouvir as pessoas conversando normalmente nele, tem que ir ao Mercado de San Pedro.

Além de outras características muito curiosas, como a diversidade de cores que uma espiga de milho pode ter. Uma coisa simples, mas realmente surpreendente. Para quem gosta de temperos, vai querer levar vários para casa. São muitos aromas e sabores!

Contudo, preste atenção em onde você vai comer ou comprar produtos. Digamos que a higiene não é o ponto forte deles. Procure sempre lugares limpos e aprazíveis para fazer suas comprinhas.

Se você ainda vai encarar a altitude e chegar até Macchu Picchu, se prepare para o vento e o frio. O mercado ainda é o local mais barato para comprar roupas de lã, luvas e ponchos em Cusco.

Tambomachay

Sim, ainda há muita arqueologia para ver em Cusco, e o Tambomachay é o ponto mais alto deles. Tambomachay está a quase 13.000 pés do nível do mar. É alto, muito alto.

Esse sítio arqueológico não está dentro de Cusco, mas próximo. Diversos tours saem da praça principal tendo como destino o “lugar de descanso”, que é o significado de seu nome. O lugar foi dedicado pelos incas à água, para que o chefe do Império pudesse descansar.

Então o que chama a atenção são os seus aquedutos, canais e cascatas. É muito incrível pensar que aquilo está em funcionamento há muitos séculos. A água correndo sobre as rochas. Por lá também funcionava o jardim real, com um complexo sistema de irrigação.

Admire o mosaico de pedras que forma as paredes da ruína, é belíssimo. Muito interessante como as pedras estão empilhadas uma sobre as outras. Observe também como foram dispostos os terraços para a movimentação da água.

Para visitar Tambomachay você pode escolher entre a visita guiada ou ir sozinho. Se você for viajante de primeira viagem e não estiver preparado fisicamente, opte pela primeira opção.

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